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Criando Abelhas em Casa

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Li uma vez uma notícia em que uma pessoa estava praticando apicultura (criação de abelhas) em seu apartamento. Achei um tanto quanto bizarro! Acredito que não dormiria tranquila sabendo que ali moram centenas de abelhas, fico imaginando sempre o pior rs.

Cá estou mordendo minha língua! Estamos criando jataí em casa, uma abelhinha bem inofensiva. Ok, mas por que abelhas? Não poderia ser coelhinhos, gatinhos ou até hamsters?

Bom, eu não consideraria as abelhas como animais de estimação rs, mas vamos assumir que sou uma pessoa que provém uma casinha segura para elas, em troca elas me oferecem alimento.

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Figura 01 -Olhem a casinha que fizemos para elas.

Desde criança, sempre tive um pé atrás com abelhas e juro que não era por mal, mas queria elas bem longe de mim. Mal sabia eu que elas são essenciais para a natureza. Depois de crescida, soube que 2/3 do alimento que consumimos são cultivados pela ajuda das abelhas através da polinização (ela ajuda no transporte do pólen de uma flor para outra). Mas, sabia que as abelhas estão desaparecendo do mundo? Como também notei com os famosos vaga-lumes que já são raros de se encontrar! E os grandes vilões são o uso de pesticida nas plantas e pragas.

Voltando à história do meu novo hobbie. A jataí é uma abelha nativa do Brasil e era considerada sagrada pelo povo tupi. O mel dela é usado para uso medicinal e tem diversos benefícios. Como por exemplo, é usado como fortificante e anti-inflamatório, também é bom para quem tem problemas de intestino e aumenta a resistência do organismo. Infelizmente, ela se encontra ameaçada de extinção! Por isso, é importante protegê-la!

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Figura 02 – O favo das abelhas. Porém é necessário colocá-lo na centrífuga para extrair o mel.

E a parte gostosa ? Olha, o mel é suave e muito saboroso! Eu adorei!

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Figura 03 – Mel da Jataí.

Em um próximo post, vou mostrar como funciona a casinha e o passo a passo para retirar o mel. Aguardem =D

Beijos

 

Links Consultados:

As abelhas estão desaparecendo. E isso é preocupante

http://www.jundiaionline.com.br/colunistas/os-beneficios-medicinais-do-mel-de-jatai-652

 

 

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Árvores Urbanas

CAPA ARVORES

 

Meus brotos! Que saudade eu estava de escrever para vocês! I’m back! =D

Hoje vou falar um pouco sobre nossas árvores urbanas localizadas nas vias públicas. (Embora nem todo mundo fique apreciando uma bela árvore como eu, até porque nessa correria de lá para cá, fica difícil parar um pouquinho, não é mesmo?)

Mas sabia que essas bichinhas fazem um bem danado para a gente? Na verdade, elas são umas mãezonas, porque olha só: proporcionam sombra (é que agora está um friozinho gostoso, mas fica parado na Paulista meio dia no “verãozão” para você ver! kkk), servem como barreira natural contra ventos e ruídos (ai ai… aquele bi bi bi de carro é chato demais, né?!), e não menos importante, elas retêm água da chuva, diminuindo assim o problema das detestáveis enchentes (meu pai já perdeu um carro em um desses temporais =´[ ). Ah! Também é uma questão de saúde pública, já que as árvores diminuem a poluição do ar, ao sequestrar e armazenar carbono (podem capturar esses “moços” aí que ninguém vai pagar pelo resgate, hein! rs).

Passando por algumas esquinas, dá para notar que as árvores estão grandes demais para seus espaços, e que em dia de chuva, árvores caem na cidade e deixam partes da cidade sem luz, porque quando caem, podem levar a fiação elétrica junto, e ainda podem destruir carros ou ferir pessoas.

São Paulo tem um índice de queda de árvores a cada três horas, e o número de quedas aumentou em 77% entre janeiro e outubro de 2014. A estimativa é a mesma para o período equivalente em 2015 (levantamento feito pelo site Fiquem sabendo). Mas por quais motivos as árvores caem tanto?

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Fonte: Manual Técnico de Arborização Urbana – Prefeitura de São Paulo

 

Primeiro porque elas estão plantadas de maneira inadequada, impermeabilizadas até o tronco (sujeitas a infestações de pragas e doenças). Segundo, porque as plantas não recebem adubos para crescerem saudáveis e são podadas erroneamente.

Imagino que muitas plantas caíram e não foram plantadas novos exemplares no lugar. São Paulo poderia ter mais verde, como notei na cidade de Montevidéu e no Uruguai, quando fiz um mochilão no ano passado (2016). Estou adorando ver jardins verticais no Minhocão e nos muros da avenida 23 de Maio. Concordam que a cidade fica muito mais charmosa e saudável quando é mais arborizada?

Podemos fazer nossa parte e plantar árvores na calçada, sabia? Qualquer um pode arborizar seu bairro, desde que siga algumas regras, é claro (veja no manual quais são elas).

Há pessoas que reclamam da árvore do vizinho, porque ela suja sua casa ou destrói seu piso, mas é porque tem que saber escolher a espécie certa; há algumas que quase não sujam o chão. A prefeitura lançou um manual técnico de arborização urbana em 2015, que fala tudo sobre as espécies arbóreas corretas para calçadas (vou disponibilizar no final deste post).

 

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Parecem cachos de uvas, não é mesmo? Esta é a Acácia (Cassia spectabilis), famosa na cidade.

Quando for fazer seu paisagismo em casa, prefira utilizar espécies nativas brasileiras (cerca de 90% da vegetação usada no paisagismo é de origem estrangeira). A tendência dessas plantas ornamentais é serem extintas da fauna e flora locais. Também, pelo fato de a maioria das pessoas sempre optar por usar as mesmas plantas em seus jardins, há menos biodiversidade e menos geração de serviços ambientais, prejudicando assim o meio ambiente.

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Canudo-de-pito (Dichorisandra hexandra), Vedélia (Sphagneticola trilobata) e Begônia (Begonia sp.). Fotos: Fred Kendi apud Haus

>> Manual Téc. de Arborização urbana. Disponível em: https://www.sosma.org.br/wp-content/uploads/2015/03/MANUAL-ARBORIZACAO_22-01-15_.pdf

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Eco Cooler

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Esses dias eu li sobre essa invenção tão simples, mas tão poderosa que resolvi compartilhar com meus brotos! =)

Estamos no inverno, porém em muitas regiões do Brasil, como no Nordeste não faz frio! Essa ideia surgiu em Bangladesh, onde engenheiros desenvolveram o Eco Cooler! Seu funcionamento é muito simples, já reparou quando você abre a boca e provoca bafo na mão o ar é quente, e quando assopra o ar é frio? Faça o teste!! Isso ocorre porque quando assopramos, deslocamos pequenas camadas de ar que estão junto à pele. Essa velocidade do sopro é alta, faz com que a pressão no local diminuia. Devido a essa baixa pressão, as moléculas presentes no ar são atraídas para essa zona de baixa pressão, como essas moléculas estão numa temperatura mais baixa que nosso corpo, dá essa sensação de resfriamento. O que acontece com o bafo é ao contrário.  ar-condicionado-sem-eletriciade-696x543

Figura 01 – Eco Cooler. Fonte: http://inhabitat.com/this-amazing-bangladeshi-air-cooler-is-made-from-plastic-bottles-and-uses-no-electricity/

Ok, teoria ensinada, vamos para a prática? Primeiramente, meça sua janela (largura x comprimento).  Por exemplo, temos uma janela de 787, 4mm por 939, 8mm, dividiremos por 127 mm (corpo da garrafa pet de 2 litros), teremos então 42 pontos, ou seja, teremos que separar 42 garrafas de plástico tipo PET.

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Figura 02 – Dimensões dos pontos aonde serão colocados as garrafas. Fonte: http://103.16.74.132/bytes/tech-happening/beating-the-summer-heat-bangladeshi-style-eco-cooler-1239022

Agora, faça os furos com diâmetro de 25,4 mm (ou 2,54 cm), em sequência, faremos os furos com ajuda de uma furadeira (não se  esqueça da segurança ein!) em um placa de madeira (pode ser madeirite).

Em seguida, cortaremos a garrafa PET ao meio como na figura a seguir.

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Figura 03 – Cortagem das garrafas PET. Fonte:  http://observers.france24.com/en/20160602-bangladesh-air-conditioner-plastic-bottles-technology

Depois corte o topo da tampa, isso vai ajudar a fixar a garrafa no painel de madeira. Agora coloque todas as garrafas no painel e rosque-as do outro lado do painel.

E tcharam!! Seu ar condicionado está pronto! Ele ajudará a diminuir 5oC (graus) do ambiente de casa.

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Figura 04 – Ar condicionado totalmente ecológico pronto! =D Fonte:  http://www.geek.com/science/eco-cooler-air-conditioner-cools-a-home-without-using-electricity-1657343/

Quer saber mais? Então veja o vídeo oficial do ECO COOLER!

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Conhecendo o aquário de SP

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E aí meus brotos?

Fiz uma visita ao aquário de São Paulo em novembro, no bairro Ipiranga. Para quem não sabe, esse aquário (que mais parece um zoológico rs) é o maior da América Latina, totalizando uma área de 9 mil m² com 300 espécies diferentes de animais. Vou destacar os principais pontos positivos e negativos que vi lá na minha andança com comentários e fotos. Quero ressaltar que há diversos argumentos contra e a favor sobre a permanência de animais silvestres em jardim zoológico e aquário (eu respeito ambos), porém o intuito aqui é somente contar como foi minha experiência.   Essa história de zoológico não é nova, começou há mais de 5.000 anos atrás no Egito Antigo, no qual o objetivo principal era a diversão. Nos dias de hoje, além do entretenimento, alguns deles promovem educação, conservação e pesquisa.

Eu fui no dia pré feriado de finados (será que estava lotado?) e esse peixe de formato peculiar foi o primeiro que encontrei.

É encontrado na América Central, chamado Ciclídeo Midas.

Olha quem eu encontrei. Peraí, qual é o mesmo nome dela mesmo? Haha. A espécie é Cirugião-patela, que ficou mundialmente conhecida como a personagem Dóris, do desenho animado Procurando Nemo.

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O simpático (e deprimido?) Tamanduá-mirim entretendo com uma criança

Vamos lá. Primeiro vamos aos pontos positivos…

Achei fácil comprar os ingressos pela internet de acordo com o horário de preferência, apesar de o preço ser um pouco salgado (R$ 80,00 adulto) eu entendo que não seja barato manter um aquário (água, energia, alimentação, funcionários, etc..). Havia também diversos pontos para alimentação (rápida e demorada) espalhados pelo local. Outra coisa que se destacou foram as salas temáticas, muito bem estudadas e a criatividade tomou conta do espaço com até uma sala de embarque de um aeroporto fictício (confira fotos embaixo). O sistema de iluminação foi notável, com luzes de luz negra para destacar os peixes de cores vibrantes. As mulheres vão gostar de saber dessa, os banheiros são limpos e com várias portas.

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Sala temática imitando saguão de aeroporto. Há uma placa com os destinos que depois somos direcionados aos países ou continentes. Desculpem a minha máquina, mas aquela sombra branca seria uma atendente rs.

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Welcome to Australia! (bem-vindo à Austrália). Aqui é a entrada da ala de animais australianos.

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Achei interessante e realmente impactante o que eles fizeram bem na entrada. Tinha uma placa escrita: Conheça o maior predador do planeta, nessa hora pensei: Tubarões né! Que nada, era nossa imagem que refletia!

Realmente como não temos consciência nenhuma de nossos atos!

A grande atração do parque, sem dúvida era os famosos ursos polares Aurora e Peregrino vivendo em um espaço de 1.500 m² que pessoalmente achei pequeno, mas (pasme!) que li na instrução normativa Ibama 169, de 2008 que para essa espécie de urso (Ursus Maritimus) considera 300m² para casal.

Mas, vamos aos pontos negativos..

Eu vi tanta gente socando o vidro que separa os animais, me parecia que as pessoas estavam mais preocupadas com seus selfies do que admirar os animais de fato. Não encontrei funcionários para chamar a atenção! Um erro grande foi a falta de algumas placas de identificação dos animais. Principalmente na primeira parte, muitos peixes estavam sem nome! Eles utilizam vídeo na forma de slides como forma de identificação. Pessoalmente, prefiro as de placas coladas na parede, por que além de não ficar esperando sua espécie de interesse passar na tela, elas são mais confiáveis (e se o computador falhar?) e não consomem energia.

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Tela de identificação das espécies em manutenção

Outro ponto falho foram as lixeiras, foi difícil encontrar na parte mais antiga do aquário. Quando as encontrei, sinceramente não estavam devidamente identificadas (que mais parecia um objeto de decoração haha). Eu vi no site que eles têm um programa de gestão ambiental chamado Recicla Aquário, no qual realizam coleta seletiva no aquário e descarte correto dos seus resíduos. Contudo, se não me engano só vi no começo do estabelecimento e não em todo o aquário. Estranho, pois no site diz que há coleta seletiva em toda a área de visitação.

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Essa é a lixeira que eu encontrei lá (será que eles se inspiraram em um submarino?)

Como sou detalhista, acabei notando alguns errinhos de inglês. Ok, eles não eram gritantes! Mas eu mesma vi turistas asiáticos no dia que fui, e esse tipo de lugar é típico para estrangeiros né pessoal!

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Aparecem na tradução erro de ortografia (o certo é scale) e soa melhor escrevendo “The same teeth structure”. Ao traduzir usando tradutores fica muito ao pé da letra, e ás vezes o inglês não funciona desse jeito.

Isso aí, não só podemos somente criticar, temos que agir! Por isso, eu escrevi um e-mail para eles, e aguardo respostas! ^~^ Até mais!

 

Obs.: Todas fotos são de acervo próprio.

Nota:

A equipe do aquário me retornou o contato. Olha aí a resposta.

Obrigada por sua visita e por suas considerações. Nossos Educadores ambientais são instruídos a orientar os visitantes que não batam nos vidros e que não tirem fotos com flash, talvez devido ao grande volume de público eles não tenham conseguido atender a todos. 

Quanto as placas estamos em um processo de reformulação das informações de vários animais. Espero que em sua próxima visita tais pontos negativos tenham sido sanados, assim como os demais que você salientou. 

Atenciosamente