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Segurança em parques de diversões: alerta para os pais

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Parques de diversões são como se fosse um sonho para muita gente. Não só para crianças, mas para adultos também. Quem não tem sonho de visitar a tão famosa Disneyland? Parque de diversão, como o nome próprio diz, é para entretenimento e não um lugar para morrer, certo? Há pouco mais de um mês, de novo ouvimos falar de um novo acidente no parque no Rio de Janeiro, aonde um menino de 03 anos foi arremessado por que o cinto de segurança abriu. Notícias como essa estão se tornando um tanto quanto corriqueiras e a grande verdade é que ninguém se preocupa com a segurança do parque até que ocorra uma grande tragédia. Aliás, quando ocorre algum acidente, a maioria de suas famílias são desamparadas pela justiça comum pelo seus longos processos intermináveis.

Foi por esse motivo que acho fundamental tocar nesse assunto. No que diz a respeito de legislações sobre o assunto, somente há normas técnicas feitas em 2011 pela ADIBRA (associação das empresas de parques de diversões do Brasil) e ABNT. Acontece que essas normas não têm força de lei, elas precisam ser mencionadas por alguma lei. Como consequência, ninguém segue de fato.  Encontrei um projeto de lei (n° 2.321) feito em 2011 pelo deputado Leopoldo Meyer, no qual estabelece regras de segurança para implantação e funcionamento de parques de diversão e estabelecimentos similares, porém, infelizmente, não encontrei a evolução desse projeto.

Para funcionar um parque, é necessário uma série de documentos, dentre eles, permissão de funcionamento emitida pelo corpo de bombeiros, responsabilidade técnica pela instalação e funcionamento do parque e licença de funcionamento da prefeitura. Dentro da segurança, o treinamento com as pessoas que operam os brinquedos, o controle da manutenção preventiva e corretiva, e um amplo sistema de segurança e emissão da ART e laudo das instalações feita por profissionais habilitados e qualificados são fundamentais para manter a eficácia das tomadas de ações de segurança. No site do Hopi Hari, aonde ocorreu um grande acidente envolvendo uma jovem estudante, menciona diversos documentos e afirmam categoricamente, que possuem um programa completo de manutenção com foco na prevenção.

No meu entendimento, além das mães e pais ficarem mais atentos na segurança do parque e exigirem um brinquedo seguro (ex. inspeção visual), a fiscalização pelos órgãos públicos é imprescindível para esse processo.

Contudo, a fiscalização é dificultada quando os parques mudam de cidade, os chamados parques itinerantes. Neste caso, os órgãos deverão ser conversados a fim de garantir fiscalização sobre estes parques.

Como medidas de segurança e garantir um dia harmonioso e de alegre, aqui vão algumas dicas para os responsáveis (pais e mães):

-Os brinquedos devem ter informações claras e visíveis sobre altura, peso e os riscos a portadores de doenças ou limitações físicas;

-Observar nos brinquedos ferrugem, rachaduras, pinos soltos ou deterioração;

-Testar a trava de segurança e o cinto no mínimo duas vezes, se estiverem soltos, não entre no brinquedo;

-Pista de patinação ou kart devem oferecer equipamentos de proteção individuais, como capacetes e cinto de segurança, além de isolamento de proteção na pista.

  • Assistam a reportagem feita pelo programa Fantástico em fevereiro deste ano:

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2016/02/acidentes-em-parques-de-diversoes-nao-levam-punicao-dos-culpados.html

Referências:

-Site do Hopi Hari. Disponível em: http://www.hopihari.com.br/home/seguranca.aspx

-Projeto de lei n° 2.321. Disponível em: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=0A86D538B2F2C5FB5FA2024DE41DD0AA.proposicoesWeb1?codteor=927673&filename=Avulso+-PL+2321/2011

 

Jeniffer Felicio Abegao

Engenheira Ambiental e pós-graduanda em Engenharia de Segurança do Trabalho pelo Centro Universitário FEI São Paulo.