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Segurança em Parques de Diversões

Olá brotos!!

Quando você ouve a palavra parque de diversões? O que vem a sua cabeça?

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Festa, lazer, brincadeira, alegria, etc… Isso aí só coisas boas vem em nossa mente, não é? Para garantir que isso se mantenha papais e mamães, vamos tomar cuidado e prestar mais atenção na segurança dos parques, pois nem sempre eles se preocupam com a manutenção dos brinquedos, se está tudo em ordem para liberá-los.

Fiz esse post com o intuito de alertar sobre esse assunto, pois notícias tristes de acidentes em brinquedos têm se tornado corriqueiras. Muitos parques no interior não apresentam boas condições para uso de recreação, eu mesma já fui a muitos quando pequena que, felizmente, estou aqui para contar história rs.

Não precisa ser especialista para notar alguns itens que estejam faltando. É somente uma inspeção visual. Uma dica: Prefira ir em parques quando o dia está claro e também antes de ir, pesquise sobre ele no Google para ver se tem alguma notícia estranha ou algo que mereça atenção. Outra dica é entrar no site oficial do parque, procure por informações de segurança (alvará de funcionamento, vistoria do corpo de bombeiros..)

Primeiro cuidado é observar as placas de identificação do brinquedo. Atente-se às informações sobre altura, peso máximo, e também devem informar doenças que impeçam seu uso.

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Fonte: Jornal Folha de S.P

Segundo, observar as condições do brinquedo. Veja sem tem fio elétrico solto, exposto e se está encapado, se o equipamento tem sinais de deterioração (falta de pinturas e ferrugem). Observe o comportamento dos instrutores, por exemplo, se ele falar que não precise de cinto, duvide dele.

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Fonte: Jornal Proparnaíba.

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Fonte: produto a venda no Mercado Livre.

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Fonte: Jornal Proparnaíba.

Terceiro, observe se tem os extintores de incêndio e as saídas de emergência (podem estar obstruídas). Também veja se o brinquedo tem cinto de segurança, se tiver, veja se está folgado, testar duas vezes se a trava funciona.

Tudo certo???

ÓTIMA DIVERSÃO!!

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Segurança em parques de diversões: alerta para os pais

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Parques de diversões são como se fosse um sonho para muita gente. Não só para crianças, mas para adultos também. Quem não tem sonho de visitar a tão famosa Disneyland? Parque de diversão, como o nome próprio diz, é para entretenimento e não um lugar para morrer, certo? Há pouco mais de um mês, de novo ouvimos falar de um novo acidente no parque no Rio de Janeiro, aonde um menino de 03 anos foi arremessado por que o cinto de segurança abriu. Notícias como essa estão se tornando um tanto quanto corriqueiras e a grande verdade é que ninguém se preocupa com a segurança do parque até que ocorra uma grande tragédia. Aliás, quando ocorre algum acidente, a maioria de suas famílias são desamparadas pela justiça comum pelo seus longos processos intermináveis.

Foi por esse motivo que acho fundamental tocar nesse assunto. No que diz a respeito de legislações sobre o assunto, somente há normas técnicas feitas em 2011 pela ADIBRA (associação das empresas de parques de diversões do Brasil) e ABNT. Acontece que essas normas não têm força de lei, elas precisam ser mencionadas por alguma lei. Como consequência, ninguém segue de fato.  Encontrei um projeto de lei (n° 2.321) feito em 2011 pelo deputado Leopoldo Meyer, no qual estabelece regras de segurança para implantação e funcionamento de parques de diversão e estabelecimentos similares, porém, infelizmente, não encontrei a evolução desse projeto.

Para funcionar um parque, é necessário uma série de documentos, dentre eles, permissão de funcionamento emitida pelo corpo de bombeiros, responsabilidade técnica pela instalação e funcionamento do parque e licença de funcionamento da prefeitura. Dentro da segurança, o treinamento com as pessoas que operam os brinquedos, o controle da manutenção preventiva e corretiva, e um amplo sistema de segurança e emissão da ART e laudo das instalações feita por profissionais habilitados e qualificados são fundamentais para manter a eficácia das tomadas de ações de segurança. No site do Hopi Hari, aonde ocorreu um grande acidente envolvendo uma jovem estudante, menciona diversos documentos e afirmam categoricamente, que possuem um programa completo de manutenção com foco na prevenção.

No meu entendimento, além das mães e pais ficarem mais atentos na segurança do parque e exigirem um brinquedo seguro (ex. inspeção visual), a fiscalização pelos órgãos públicos é imprescindível para esse processo.

Contudo, a fiscalização é dificultada quando os parques mudam de cidade, os chamados parques itinerantes. Neste caso, os órgãos deverão ser conversados a fim de garantir fiscalização sobre estes parques.

Como medidas de segurança e garantir um dia harmonioso e de alegre, aqui vão algumas dicas para os responsáveis (pais e mães):

-Os brinquedos devem ter informações claras e visíveis sobre altura, peso e os riscos a portadores de doenças ou limitações físicas;

-Observar nos brinquedos ferrugem, rachaduras, pinos soltos ou deterioração;

-Testar a trava de segurança e o cinto no mínimo duas vezes, se estiverem soltos, não entre no brinquedo;

-Pista de patinação ou kart devem oferecer equipamentos de proteção individuais, como capacetes e cinto de segurança, além de isolamento de proteção na pista.

  • Assistam a reportagem feita pelo programa Fantástico em fevereiro deste ano:

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2016/02/acidentes-em-parques-de-diversoes-nao-levam-punicao-dos-culpados.html

Referências:

-Site do Hopi Hari. Disponível em: http://www.hopihari.com.br/home/seguranca.aspx

-Projeto de lei n° 2.321. Disponível em: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=0A86D538B2F2C5FB5FA2024DE41DD0AA.proposicoesWeb1?codteor=927673&filename=Avulso+-PL+2321/2011

 

Jeniffer Felicio Abegao

Engenheira Ambiental e pós-graduanda em Engenharia de Segurança do Trabalho pelo Centro Universitário FEI São Paulo.

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SEESMT

Outro dia estávamos estudando a lei n° 6214/1977 que altera o capitulo V da CLT, relativo à segurança e medicina do trabalho na disciplina de legislação e normas técnicas. No artigo 162 refere-se à obrigação das empresas em manter os serviços especializados em segurança e em medicina do trabalho (SESMT). Nesta época, não existia a especialização em engenharia de segurança do trabalho, somente em 1985 foi criada e nascemos de direito. Portanto, a nomenclatura correta é SEESMT, que são os serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho (não vamos nos excluir ein pessoal risos).

Este artigo foi regulamentado na norma regulamentadora n°4. Nesta norma, o número de profissionais em questão será conforme o grau de natureza do risco das atividades da empresa e seu número de empregados.  Esses profissionais poderão ser: o técnico de segurança do trabalho, engenheiro de segurança do trabalho, auxiliar de enfermagem do trabalho, enfermeiro do trabalho e por fim, médico do trabalho. Por exemplo, uma empresa que tenha serviços de construções de rodovias e ferrovias (grau 04) e 600 funcionários, obrigatoriamente, deverá ter em seu quadro de funcionários, quatro (04) técnicos, um (01) engenheiro, um (01) auxiliar de enfermagem e um (01) médico do trabalho. No entanto, o dimensionamento começa a valer a partir de 50 funcionários, ou seja, se a empresa tiver 49 funcionários não precisa ter nenhum profissional de segurança do trabalho mesmo se tiver um grau de risco elevado.

Eu comecei a pensar sobre todas essas informações que eu tinha absorvido e refletir sobre isso no cenário de trabalho brasileiro.

Pequenos negócios, ou seja, micro e pequena empresa são fundamentais para a economia do país, pois juntos somam 27% do PIB (8,9 milhões de empresas). Na fatia de distribuição dos setores de atividade das MPEs paulistas, 11% são do setor de indústrias. Os segmentos destacam-se: construção (15,3%), confecção de artigos de vestuário (14%), serviços especializados para construção (12,4%), fabricação de produtos de metal (7,7%) e gráficas e reprodução de mídias gravadas (4,7%). Os dados consideram estabelecimentos de até 99 empregados (SEBRAE-SP, 2012)

Vamos ao seguinte exemplo, uma micro empresa que fabrique artefatos de borracha e plástico com 49 funcionários não precisa ter alguém responsável pela segurança de seus empregados. Aposto que nenhum fiscal do trabalho aparece por lá, pois não é uma empresa representativa. Como fica a segurança deles?

Na fabricação de borracha, há diversos processos que expõem o trabalhador aos riscos relacionados aquele trabalho. Um deles é o processo de vulcanização, que é a adição de enxofre sob aquecimento e na presença de catalisadores, podendo provocar danos pulmonares diversos. Adicionalmente, há riscos das poeiras de aditivos, do material derretido, negro do fumo que podem levar a danos irreparáveis na saúde do trabalhador. Por isso é importante supervisão de um profissional capacitado para tal.

Atrelando ao fato que essas empresas têm um orçamento apertado, muitas vezes enfrentam dificuldade para pagar seus funcionários no final do mês, fica difícil ou quase impossível em contratar algum funcionário de segurança, ou até mesmo implantar medidas de controle que visem a segurança do trabalhador, como os ventiladores locais exaustores.

Diante desse cenário, necessita-se de auxílios externos que visem à proteção desse trabalhador. Como por exemplo, educação e treinamento oferecidos pelos sindicatos a baixo custo, descontos e incentivos fiscais na aquisição de medidas de controle coletivo e individuais, ou até mesmo consultoria de profissionais com menor custo de mercado. Se nós não mudarmos essa realidade, ficaremos com aquela triste estatística de acidentes de trabalho que ocorre no mundo (um trabalhador morre a cada 15 segundos vítima de acidente de trabalho) (OIT).

Referências:

-SEBRAE-SP: Disponível em: http://www.sebraesp.com.br/arquivos_site/book_pesquisas_pequenos_negocios_paulistas.pdf%20.

-Lei n° 6.514/1977. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6515.htm

-ONU BR. Disponível em: https://nacoesunidas.org/oit-um-trabalhador-morre-a-cada-15-segundos-por-acidentes-ou-doencas-relacionadas-ao-trabalho/

Jeniffer Felicio Abegao

Engenheira Ambiental e pós-graduanda em Engenharia de Segurança do Trabalho pelo Centro Universitário FEI São Paulo.

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Percepção de Risco

O conceito de percepção pode ser bastante complexo, pois influi em questões intrínsecas que formam cada indivíduo humano, de maneira única. O ato de perceber, ou seja, de tomar consciência é o primeiro passo do processo cognitivo e é a capacidade de interpretar as sensações e transforma-las em informações. As sensações, cuja função é receber estímulos de meio externo captado por algum de nossos cinco sentidos (olfato, tato, audição, visão e gustação) e codificar em sinais neurais. Então se pode afirmar que um indivíduo que apresente alguma deficiência sensorial terá menor percepção que pode levar a um risco maior em determinadas situações como, por exemplo, um deficiente olfativo que não sentirá o odor característico de um vazamento de gás de cozinha, visto que este não contém cor visível aos olhos humanos. A percepção, além de estar ligada a fatores cognitivos e fisiológicos está relacionada às crenças de cada um. Por isso é tão difícil avaliar a percepção de risco de trabalhadores em diferentes ramos de negócio e sem dúvida é um desafio para os gestores e líderes que gerenciam os riscos nas empresas.

Com o advento da revolução industrial e a introdução da tecnologia e modernidade, o ser humano virou uma espécie de robô, sem pensar muitas vezes de maneira critica e criativa como vimos no filme “Tempos Modernos” com o encantador Charlie Chaplin. Em nossos locais de trabalho, muitas vezes apertamos o modo automático, aniquilando nossa percepção e a atividade se torna repetitiva e exaustiva que por algum descuido, em determinadas funções, pode ocasionar graves acidentes.

Portanto, é imprescindível que o trabalhador perceba os riscos associados às suas atividades, isto é, tenha a capacidade de identificar os perigos e reconhecer os riscos. Para isso é preciso que ele pense e aja de maneira proativa, formando assim o tanto falado comportamento seguro.

Mas não é simples como parece, senão não existiriam tantos acidentes de trabalhos acontecendo no mundo. Dentro do campo de percepção de risco, percebe-se que há ruídos de comunicação, e não são interferências sonoras não. É que cada pessoa interpreta uma informação de acordo com diversos fatores que podem levar a distorções. Segundo Larkin e Larkin (2007 apud Silva e França, 2011), somente 4% das pessoas conseguem entender uma simples comunicação de segurança, isso acontece por causa da baixa qualidade dessas comunicações. De acordo com Robbins, Judge e Sobral (2011, p. 342-344 apud May, Ramos e Dietrich, 2015), a filtragem, percepção seletiva, o excesso de informações, as emoções, a cultura, gênero, idioma e também o medo da comunicação interferem diretamente na forma de decodificação das mensagens e no processo de discernimento do contexto da mensagem. Por isso essa comunicação deve ser clara e bem estudada, com linguagem diferenciada de acordo com o grupo dentro da empresa. De nada serve um treinamento sem o entendimento pleno dos participantes, sem o engajamento de todos. Como disse Paulo Freire, um educador Brasileiro: “A Educação qualquer que seja ela, é sempre uma teoria do conhecimento posta em prática”. A educação adquirida em um treinamento sobre segurança tem que fazer parte da cultura organizacional, deve ser posta diariamente na prática, e não ficar somente na teoria.

Bibliografia:

DIETRICH, M.; RAMOS, M. C. L.E; MAY, P. Influência das Tecnologias de Informação e Comunicação nas Instituições de Ensino Superior e Organizações. XV Colóquio Internacional de Gestão Universitária. 12 de Abril de 2015.

Da Silva, B. F. & França, S. L. B. Análise da Percepção do Trabalhador Sobre os Riscos no Ambiente de Trabalho: Estudo de Caso em uma Unidade de Operação de Empresa de Energia Brasileira. VII CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO, 12 e 13 de agosto de 2011. Anais

 

Jeniffer Felicio Abegao

Engenheira Ambiental e pós-graduanda em Engenharia de Segurança do Trabalho pelo Centro Universitário FEI São Paulo.