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Aquaponia

AQUAPONIA

   Todo mundo se lembra da terrível crise hídrica que enfrentamos nesses últimos dois anos, não é mesmo? No fim das contas, deu tudo certo, graças a São Pedro. Mas fico com pé atrás ao saber que 70% de toda a água potável disponível no mundo é usada na irrigação. No Brasil, esse índice chega a 72%! Sabemos que muita água é desperdiçada na agricultura, e como não está sobrando para ninguém, certamente ela poderia ser usada de forma mais eficiente.

   Já ouviu falar de aquaponia? Para falar a verdade, eu nunca tinha ouvido falar, até ler um artigo sobre o tema na semana passada.

    Aquaponia é a união da criação de peixes com o cultivo de plantas, cujas raízes ficam submersas. Funciona da seguinte forma: os peixes defecam uma substância rica em amônia. Esses dejetos são bombeados para o solo onde estão as plantas hidropônicas; lá elas são nutridas. Ou seja, as plantas obtêm da água do tanque dos peixes, os nutrientes importantes para seu crescimento. Não há resíduos no sistema, a água sempre é limpa e recirculada no sistema. É importante frisar que as bactérias têm papel fundamental nesse ciclo, pois elas “quebram” a amônia em subprodutos para que ela possa servir de nutriente para as plantas.

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Foto: BackToTheRoots – WaterGarden

    Fiquei boba ao saber dos inúmeros benefícios dessa técnica tão conhecida fora do Brasil, mas ainda tão pouco aplicada por aqui. Destacam-se alguns deles:

  • Pode economizar até 90% de água em relação a agricultura convencional;

  • Não produz efluentes lançados no meio ambiente;

  • Pode ser aplicado para uso residencial e comercial;

  • Gera renda e emprego, principalmente em regiões semiáridas, como no Nordeste;

  • Duas fontes de renda no mesmo espaço (peixe e hortaliças);

  • Colabora com a pegada ecológica (alimentação local);

  • Produtos com maior segurança alimentar;

  • Produtos sem uso de agrotóxicos e fertilizantes;

  • É possível cultivar em larga escala;

  • É um sistema flexível e versátil;

    Esperamos ver muitos agricultores replicando essa técnica pelo Brasil, que certamente garantirá mais uma opção de renda e sustento para suas famílias. A boa notícia é que o senador Benedito de Lira (PP-AL) fez um projeto de lei no Senado (PLS 162/2015) que incentiva a técnica de aquaponia pelo uso integrado e sustentável dos recursos hídricos na aquicultura e agricultura, por meio de benefícios tais como prioridade de concessão e renovação de outorga de uso de recursos hídricos, isenção de impostos e crédito rural com juros diferenciados. Fiz uma pesquisa no site do Senado e a última atualização consta que no dia 12 desse mês (setembro), o projeto se encontra pronto para ser pauta de discussão na Comissão de Meio Ambiente, pelo relator Valdir Raupp.

 

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Terrários

         TITULO TERRÁRIOS

        Uma vez vi uma foto no Instagram de suculentas coloridas. Apesar de o nome parecer apetitoso, as suculentas são espécies de plantas que conseguem reter água, normalmente encontradas em solos áridos. Fiquei maravilhada com sua beleza e logo comprei quatro para deixar no meu jardim. Elas são super fáceis de cuidar! Para quem é um pouco esquecida como eu, a rega é só a cada 15 dias.

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Foto: Pinterest

            Bem, pesquisando mais sobre suculentas, encontrei vários resultados sobre o famoso terrário. Sinceramente nunca tinha ouvido falar dele antes, mas percebi que muitas pessoas estão criando esse miniecossistema em um potinho. Além de ficar muito bem em espaços pequenos (boa pedida para quem mora em apartamento), dispensa muitos cuidados e é também muito educativo para crianças.

            Terrários são recipientes de vidros, fechados ou abertos, nos quais é possível reproduzir as condições necessárias para o cultivo de plantas. Para confeccionar um terrário, é necessário comprar areia, terra para jardinagem, pedras, carvão, cascalho e elementos decorativos (se quiser). O recipiente de vidro você pode reutilizar algum pote que você tem em casa (aqueles de mel ou goiabada, sabe?). Ah! E claro, faltou o principal: as plantinhas! Podem ser musgos, suculentas, cactos, entre outras. Pesquise bem as plantas antes de sair comprando, pois tem as que se adaptam melhor em ambiente fechado.

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Foto: Pinterest

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Foto: Pinterest

            Posso ficar horas contemplando um terrário, mas acredito que sua importância vai muito além de sua beleza enigmática: ele reforça nossa relação com a natureza, muitas vezes perdida na correria do dia a dia. Através desse pequeno ecossistema, conseguimos compreender melhor o ciclo da água e das plantas de uma forma muito didática. O terrário fechado se mantém sozinho, isto é, uma vez regado, as plantas liberam a água das folhas pela evapotranspiração, e depois o vapor fica concentrado no vidro, que condensa e forma uma espécie de “chuva”, realimentando o pequeno sistema. Através da construção de um terrário, percebemos na prática como a natureza é inteligente e autossuficiente. Um excelente instrumento de educação ambiental!

            Estou muito empolgada e agora quero construir meu próprio terrário! Daqui a algumas semanas eu posto como ficou! =)

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Foto: Pinterest

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Visita à cooperativa Avemare

TITULO

Hoje quero dividir com vocês uma visita que fiz na associação de ex-catadores – Avemare em Santana de Parnaíba.

Faço parte da Comissão de Desenvolvimento Sustentável do meu condomínio e junto com alguns integrantes fomos conhecer um pouco do trabalho da cooperativa.

A cooperativa nasceu em 2000 quando os cooperados trabalhavam no lixão de Santana de Parnaíba em péssimas condições humanas e sanitárias. A Avemare recolhe cerca de 400 toneladas por mês de materiais recicláveis e conta com 05 caminhões próprios e 02 alugados.

Cerca de 80 cooperados trabalham selecionando os materiais recicláveis que posteriormente são vendidos para fabricantes finais de embalagem ou outras empresas que estão interessadas em reciclar os mais diversos materiais.

Apesar da quantidade coletada parecer alta, a cooperativa atende somente 45% da coleta seletiva da região, porém eles trabalham com meta de coletarem 100% de recicláveis de toda a região.

Nossa ajuda aqui é essencial para que a cooperativa consiga atingir essa meta e também podermos contribuir para a redução das enormes toneladas de materiais valiosos que acabam indo para os aterros desnecessariamente, e que poderiam gerar mais emprego e economia para outras tantas cooperativas. Vamos ajudar e fazer nossa parte como cidadão? =D

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Figura 01 – um dos cachorrinhos mais velhos da Cooperativa

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Figura 02 – Garrafas PET coloridas separadas na Avemare

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Figura 03 – Galpão da Avemare

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Figura 04 – Cooperada separando material foto 05

Figura 05 – Galpão da Avemarefoto 06

Figura 06 – Galpão da Avemarefoto 07

Figura 07 – Copinhos de plástico. Por serem muitos leves (plástico moles) nem sempre são recicláveis, pois não são economicamente viáveisfoto 08

Figura 08 – Latinhas de alumínio já empacotadas para serem enviadas aos grandes recicladores de alumínio

Visitem o site da Avemare para conhecer mais o lindo trabalho que desenvolvem: http://www.avemare.org.br/

Beijos, beijos

 

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Criando Abelhas em Casa

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Li uma vez uma notícia em que uma pessoa estava praticando apicultura (criação de abelhas) em seu apartamento. Achei um tanto quanto bizarro! Acredito que não dormiria tranquila sabendo que ali moram centenas de abelhas, fico imaginando sempre o pior rs.

Cá estou mordendo minha língua! Estamos criando jataí em casa, uma abelhinha bem inofensiva. Ok, mas por que abelhas? Não poderia ser coelhinhos, gatinhos ou até hamsters?

Bom, eu não consideraria as abelhas como animais de estimação rs, mas vamos assumir que sou uma pessoa que provém uma casinha segura para elas, em troca elas me oferecem alimento.

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Figura 01 -Olhem a casinha que fizemos para elas.

Desde criança, sempre tive um pé atrás com abelhas e juro que não era por mal, mas queria elas bem longe de mim. Mal sabia eu que elas são essenciais para a natureza. Depois de crescida, soube que 2/3 do alimento que consumimos são cultivados pela ajuda das abelhas através da polinização (ela ajuda no transporte do pólen de uma flor para outra). Mas, sabia que as abelhas estão desaparecendo do mundo? Como também notei com os famosos vaga-lumes que já são raros de se encontrar! E os grandes vilões são o uso de pesticida nas plantas e pragas.

Voltando à história do meu novo hobbie. A jataí é uma abelha nativa do Brasil e era considerada sagrada pelo povo tupi. O mel dela é usado para uso medicinal e tem diversos benefícios. Como por exemplo, é usado como fortificante e anti-inflamatório, também é bom para quem tem problemas de intestino e aumenta a resistência do organismo. Infelizmente, ela se encontra ameaçada de extinção! Por isso, é importante protegê-la!

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Figura 02 – O favo das abelhas. Porém é necessário colocá-lo na centrífuga para extrair o mel.

E a parte gostosa ? Olha, o mel é suave e muito saboroso! Eu adorei!

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Figura 03 – Mel da Jataí.

Em um próximo post, vou mostrar como funciona a casinha e o passo a passo para retirar o mel. Aguardem =D

Beijos

 

Links Consultados:

As abelhas estão desaparecendo. E isso é preocupante

http://www.jundiaionline.com.br/colunistas/os-beneficios-medicinais-do-mel-de-jatai-652

 

 

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Musgos na Cidade

CAPA MUSGO

Recentemente, li uma matéria em uma revista eletrônica sobre a City Tree, a árvore da cidade. Acredito que muitos de vocês leram também, já que ela saiu em diversos veículos de comunicação. O conceito explicado na matéria diz respeito a um painel móvel de 3.5 m² (metros quadrados), totalmente forrado de musgos, instalado nas regiões onde a concentração de poluição é bem alta. Isso mesmo, musgos! Já viram aquelas árvores com umas manchas verdes, parecendo um tapete de veludo? (vide foto). Então, são musgos (não é praga, não vai cortar a bichinha, hein! rs).

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Fonte: Ciclo Vivo

Parece que cada painel com musgos consegue absorver o equivalente a 275 árvores, capturando cerca de 240 toneladas métricas de gás carbônico (o famoso CO2). Ele funciona como um filtro de poluição, retendo as partículas nocivas.

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City Tree, cada uma dessas paredes pode retirar até 30% dos poluentes do ar que estejam em um raio de 50 metros, além de produzir oxigênio e esfriar o ar ao redor (O Povo, 2017). Foto: CNN.

      Vamos falar um pouco de musgos para contextualizar: os musgos são as espécies mais antigas do mundo, pois são tolerantes às condições extremas e são achados em todo mundo (9 mil espécies, e destas, 1 mil 650 são encontradas no Brasil). São extremamente importantes para o meio ambiente, pois reduzem o processo de erosão, funcionam como reservatórios de água e nutrientes, e oferecem abrigo a microrganismos. Apesar de viverem em ambientes úmidos e precisarem de água para sua reprodução, eles também podem ser encontrados até no deserto. Ué, como assim? Se o deserto é seco, como os musgos moram lá?

Calma, eles não mutantes, não! Mas possuem um incrível sistema de adaptação climática, e mesmo estando em ambientes secos, esperam a época de chuvas para se reproduzir. Também existem musgos que vivem em ambientes extremamente frios, no continente antártico.

Agora, voltando a falar do tal painel móvel, nas matérias eles não mencionam as espécies dos musgos, mas provavelmente devem estar falando dos musgos-de-turfeira, mais especificamente a espécie Sphagnum capillifolium, que tem alta capacidade de absorver poluentes do ar. Em Minas Gerais, a pesquisadora Maria Adelaide R. Vasconcelos Veado está desenvolvendo um método chamado moss bag para ser utilizado como biomonitoramento (metodologia que avalia a qualidade do ar em termos de poluição do ar nas cidades). Os musgos participantes do filtro usam esses contaminantes do ar para se alimentarem. Mas como que os musgos “comem” a poluição? Armazenando as partículas de poluição e as utilizando como nutrientes.


Concluindo…         

Realmente a proposta da City Tree é muito boa, e certamente poderia trazer benefícios ao ar da cidade, sim. Mas a eficácia da proposta poderia ser maior se os painéis fossem instalados no topo de túneis ou perto do tráfego intenso de veículos, visto que a poluição tende a subir verticalmente para a atmosfera, penetrando pouco nesses painéis. Eu vejo essa ideia mais como uma forma de despertar a consciência e o interesse das pessoas para um problema maior, que é a crescente poluição urbana e o aumento dos gases nocivos do efeito estufa. A população e o governo têm que relacionar os problemas de saúde à poluição nas cidades, e esse já é um forte indicador de que algo tem que ser feito, uma vez que um meio ambiente degradado compromete a saúde pública e, consequentemente, compromete os cofres públicos e afeta a qualidade de vida dos cidadãos.

Temos que investir pesado em cortes das emissões de gases do efeito estufa, investindo em transporte urbano eficiente e de qualidade, e incentivar o uso de bicicletas. Empresas devem flexibilizar horários de trabalho, porque todo mundo acaba saindo no mesmo horário, nos famosos horários de pico (perde-se muito tempo no trânsito, o que acaba resultando na emissão de muito mais poluição). Realizar a manutenção do carro também é bem importante para a manutenção da qualidade do ar urbano (um carro desregulado emite até 50% mais gases tóxicos do que o normal).

Sites consultados:

http://www.infoescola.com/plantas/musgos/

http://espacodoconhecimento.org.br/blog/?p=91

http://www.opovo.com.br/noticias/tecnologia/2017/07/parede-artificial-de-musgo-pode-filtrar-o-ar-275-vezes-mais-do-que-uma.html