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Visita à cooperativa Avemare

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Hoje quero dividir com vocês uma visita que fiz na associação de ex-catadores – Avemare em Santana de Parnaíba.

Faço parte da Comissão de Desenvolvimento Sustentável do meu condomínio e junto com alguns integrantes fomos conhecer um pouco do trabalho da cooperativa.

A cooperativa nasceu em 2000 quando os cooperados trabalhavam no lixão de Santana de Parnaíba em péssimas condições humanas e sanitárias. A Avemare recolhe cerca de 400 toneladas por mês de materiais recicláveis e conta com 05 caminhões próprios e 02 alugados.

Cerca de 80 cooperados trabalham selecionando os materiais recicláveis que posteriormente são vendidos para fabricantes finais de embalagem ou outras empresas que estão interessadas em reciclar os mais diversos materiais.

Apesar da quantidade coletada parecer alta, a cooperativa atende somente 45% da coleta seletiva da região, porém eles trabalham com meta de coletarem 100% de recicláveis de toda a região.

Nossa ajuda aqui é essencial para que a cooperativa consiga atingir essa meta e também podermos contribuir para a redução das enormes toneladas de materiais valiosos que acabam indo para os aterros desnecessariamente, e que poderiam gerar mais emprego e economia para outras tantas cooperativas. Vamos ajudar e fazer nossa parte como cidadão? =D

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Figura 01 – um dos cachorrinhos mais velhos da Cooperativa

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Figura 02 – Garrafas PET coloridas separadas na Avemare

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Figura 03 – Galpão da Avemare

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Figura 04 – Cooperada separando material foto 05

Figura 05 – Galpão da Avemarefoto 06

Figura 06 – Galpão da Avemarefoto 07

Figura 07 – Copinhos de plástico. Por serem muitos leves (plástico moles) nem sempre são recicláveis, pois não são economicamente viáveisfoto 08

Figura 08 – Latinhas de alumínio já empacotadas para serem enviadas aos grandes recicladores de alumínio

Visitem o site da Avemare para conhecer mais o lindo trabalho que desenvolvem: http://www.avemare.org.br/

Beijos, beijos

 

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Criando Abelhas em Casa

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Li uma vez uma notícia em que uma pessoa estava praticando apicultura (criação de abelhas) em seu apartamento. Achei um tanto quanto bizarro! Acredito que não dormiria tranquila sabendo que ali moram centenas de abelhas, fico imaginando sempre o pior rs.

Cá estou mordendo minha língua! Estamos criando jataí em casa, uma abelhinha bem inofensiva. Ok, mas por que abelhas? Não poderia ser coelhinhos, gatinhos ou até hamsters?

Bom, eu não consideraria as abelhas como animais de estimação rs, mas vamos assumir que sou uma pessoa que provém uma casinha segura para elas, em troca elas me oferecem alimento.

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Figura 01 -Olhem a casinha que fizemos para elas.

Desde criança, sempre tive um pé atrás com abelhas e juro que não era por mal, mas queria elas bem longe de mim. Mal sabia eu que elas são essenciais para a natureza. Depois de crescida, soube que 2/3 do alimento que consumimos são cultivados pela ajuda das abelhas através da polinização (ela ajuda no transporte do pólen de uma flor para outra). Mas, sabia que as abelhas estão desaparecendo do mundo? Como também notei com os famosos vaga-lumes que já são raros de se encontrar! E os grandes vilões são o uso de pesticida nas plantas e pragas.

Voltando à história do meu novo hobbie. A jataí é uma abelha nativa do Brasil e era considerada sagrada pelo povo tupi. O mel dela é usado para uso medicinal e tem diversos benefícios. Como por exemplo, é usado como fortificante e anti-inflamatório, também é bom para quem tem problemas de intestino e aumenta a resistência do organismo. Infelizmente, ela se encontra ameaçada de extinção! Por isso, é importante protegê-la!

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Figura 02 – O favo das abelhas. Porém é necessário colocá-lo na centrífuga para extrair o mel.

E a parte gostosa ? Olha, o mel é suave e muito saboroso! Eu adorei!

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Figura 03 – Mel da Jataí.

Em um próximo post, vou mostrar como funciona a casinha e o passo a passo para retirar o mel. Aguardem =D

Beijos

 

Links Consultados:

As abelhas estão desaparecendo. E isso é preocupante

http://www.jundiaionline.com.br/colunistas/os-beneficios-medicinais-do-mel-de-jatai-652

 

 

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Musgos na Cidade

CAPA MUSGO

Recentemente, li uma matéria em uma revista eletrônica sobre a City Tree, a árvore da cidade. Acredito que muitos de vocês leram também, já que ela saiu em diversos veículos de comunicação. O conceito explicado na matéria diz respeito a um painel móvel de 3.5 m² (metros quadrados), totalmente forrado de musgos, instalado nas regiões onde a concentração de poluição é bem alta. Isso mesmo, musgos! Já viram aquelas árvores com umas manchas verdes, parecendo um tapete de veludo? (vide foto). Então, são musgos (não é praga, não vai cortar a bichinha, hein! rs).

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Fonte: Ciclo Vivo

Parece que cada painel com musgos consegue absorver o equivalente a 275 árvores, capturando cerca de 240 toneladas métricas de gás carbônico (o famoso CO2). Ele funciona como um filtro de poluição, retendo as partículas nocivas.

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City Tree, cada uma dessas paredes pode retirar até 30% dos poluentes do ar que estejam em um raio de 50 metros, além de produzir oxigênio e esfriar o ar ao redor (O Povo, 2017). Foto: CNN.

      Vamos falar um pouco de musgos para contextualizar: os musgos são as espécies mais antigas do mundo, pois são tolerantes às condições extremas e são achados em todo mundo (9 mil espécies, e destas, 1 mil 650 são encontradas no Brasil). São extremamente importantes para o meio ambiente, pois reduzem o processo de erosão, funcionam como reservatórios de água e nutrientes, e oferecem abrigo a microrganismos. Apesar de viverem em ambientes úmidos e precisarem de água para sua reprodução, eles também podem ser encontrados até no deserto. Ué, como assim? Se o deserto é seco, como os musgos moram lá?

Calma, eles não mutantes, não! Mas possuem um incrível sistema de adaptação climática, e mesmo estando em ambientes secos, esperam a época de chuvas para se reproduzir. Também existem musgos que vivem em ambientes extremamente frios, no continente antártico.

Agora, voltando a falar do tal painel móvel, nas matérias eles não mencionam as espécies dos musgos, mas provavelmente devem estar falando dos musgos-de-turfeira, mais especificamente a espécie Sphagnum capillifolium, que tem alta capacidade de absorver poluentes do ar. Em Minas Gerais, a pesquisadora Maria Adelaide R. Vasconcelos Veado está desenvolvendo um método chamado moss bag para ser utilizado como biomonitoramento (metodologia que avalia a qualidade do ar em termos de poluição do ar nas cidades). Os musgos participantes do filtro usam esses contaminantes do ar para se alimentarem. Mas como que os musgos “comem” a poluição? Armazenando as partículas de poluição e as utilizando como nutrientes.


Concluindo…         

Realmente a proposta da City Tree é muito boa, e certamente poderia trazer benefícios ao ar da cidade, sim. Mas a eficácia da proposta poderia ser maior se os painéis fossem instalados no topo de túneis ou perto do tráfego intenso de veículos, visto que a poluição tende a subir verticalmente para a atmosfera, penetrando pouco nesses painéis. Eu vejo essa ideia mais como uma forma de despertar a consciência e o interesse das pessoas para um problema maior, que é a crescente poluição urbana e o aumento dos gases nocivos do efeito estufa. A população e o governo têm que relacionar os problemas de saúde à poluição nas cidades, e esse já é um forte indicador de que algo tem que ser feito, uma vez que um meio ambiente degradado compromete a saúde pública e, consequentemente, compromete os cofres públicos e afeta a qualidade de vida dos cidadãos.

Temos que investir pesado em cortes das emissões de gases do efeito estufa, investindo em transporte urbano eficiente e de qualidade, e incentivar o uso de bicicletas. Empresas devem flexibilizar horários de trabalho, porque todo mundo acaba saindo no mesmo horário, nos famosos horários de pico (perde-se muito tempo no trânsito, o que acaba resultando na emissão de muito mais poluição). Realizar a manutenção do carro também é bem importante para a manutenção da qualidade do ar urbano (um carro desregulado emite até 50% mais gases tóxicos do que o normal).

Sites consultados:

http://www.infoescola.com/plantas/musgos/

http://espacodoconhecimento.org.br/blog/?p=91

http://www.opovo.com.br/noticias/tecnologia/2017/07/parede-artificial-de-musgo-pode-filtrar-o-ar-275-vezes-mais-do-que-uma.html

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Jardim Vertical

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Já ouviram falar de jardins verticais? É só dar uma volta pelo Minhocão (via expressa de São Paulo) que você vai ver uns quatro prédios com as paredes forradas de plantas. Pois bem, isso foi fruto de compensações ambientais (como se fosse uma espécie de pagamento que as empresas têm que realizar por ter causado algum dano ao meio ambiente, como o desmatamento, mas em forma de benefícios ambientais. (Por exemplo: X empresa tem que plantar N mudas em alguma área da cidade como compensação por ter desmatado). Essa forma de compensação gerou muita polêmica, porque estudos dizem que esses jardins só compensam 23% das áreas desmatadas. De qualquer forma, sem dúvidas esse verde todo dá outra cara para cidade, muito mais viva.

Os jardins agregam diversos benefícios para o microclima da cidade (São Paulo é a cidade do concreto, gera dezenas de ilhas de calor localizadas na região). Se a capital fosse verde, os raios solares poderiam ser absorvidos pela terra. Mas como praticamente tudo é de cimento, o calor fica retido nele, aumentando a temperatura de determinados locais na cidade. Observem este prédio no Minhocão, como fica mais atrativo.

Segundo o Sustentaraqui.com (muito bom esse blog, dá várias dicas de eco arquitetura), os jardins verticais trazem vários benefícios. São alguns deles:

-Isolamento térmico: protege contra altas temperaturas no verão;

-Redução de ruídos externos: a vegetação absorve e isola os sons produzidos pelos carros;

-Redução de gastos energéticos: diminui a necessidade de refrigeração devido à redução da temperatura interna do prédio.
Entre outros tantos benefícios, eis aí uma boa ideia. Aliás, fica lindo em casas ou escritórios. Deve ser até um redutor de estresse em ambientes corporativos.

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Foto: G1, 2015.

Beijos, beijos 

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Voluntariado

59790-O9IFTV-535Eu acho que nunca compartilhei com vocês, mas eu amo voluntariar! Está no meu DNA, não é possível rs.

Eu acho que nunca compartilhei com vocês, mas eu amo voluntariar! Está no meu DNA, não é possível! rs

Comecei lá em Presidente Prudente, no Hospital Regional do Câncer, em 2008. Trabalhando na ala infantil, eu brincava com as crianças enquanto elas aguardavam as consultas. Foi uma experiência bem difícil. As crianças eram muito novinhas e vê-las naquela condição não era nada fácil… porém foi muito gratificante poder ajudá-las de alguma forma em um momento tão delicado.

Depois comecei em um asilo de idosos, chamado Haro Park House Living, em Vancouver. Eu era responsável pelo bar e pela entrega de sorvetes todo domingo, era engraçado mas não era qualquer pessoa que podia ingerir álcool, então às vezes era preciso dar vinho sem álcool para alguns devido restrições, rs (uma vez entreguei errado para um senhor que não podia beber álcool e na distração foi com e para destrocar foi um sufoco rs).

Depois comecei a me voluntariar em um asilo de idosos, chamado Haro Park House Living, em Vancouver. Eu era responsável pelo bar e pela entrega de sorvetes, todo domingo. Era engraçado, mas nem todo mundo podia ingerir álcool, então às vezes era preciso dar vinho sem álcool para alguns, devido a restrições (uma vez entreguei errado para um senhor que não podia beber álcool, e na distração, foi a garrafa errada. Para destrocar foi um sufoco. rs).

Nesse período, resolvi ajudar uma ONG chamada Green Chair Recycling, na qual coletávamos resíduos sólidos nas ruas para posteriormente ir para a reciclagem, ou seja, éramos “catadores de lixo”. Foi bem interessante. Os moradores nos aplaudiam nas calçadas dizendo: muito obrigado por limpar minha cidade (ô, cidadezinha suja! #sóquenão).

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Aqui no Brasil, fui professora de inglês em uma ONG chamada Cidadão Pro Mundo; são quase 500 voluntários espalhados por São Paulo, que ensinam inglês em escolas municipais para a comunidade. Para falar a verdade, nunca havia ensinado alguém antes, então a princípio, ficava um pouco ansiosa, mas no fim deu tudo certo. =)

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Eu, uma outra volunteacher (assim somos chamados lá rs) e nossos alunos.

Agora sou voluntária da Fundação Alphaville, cuja mantenedora é a empresa Alphaville Urbanismo. A fundação tem trabalhado pelo Brasil inteiro e já beneficiou mais de 400 mil pessoas.

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Eu sou nova lá, faz apenas dois meses que frequento a Fundação (um baby ainda rs), mas é um prazer poder trabalhar com crianças novamente. Estou supercontente!

O mais legal é que o espaço é totalmente sustentável; o telhado é feito de bambu, paredes feitas de garrafas e barro, os vidros foram reutilizados de outra obra, há sistema de captação de água da chuva, energia solar e uma horta orgânica bem diversificada.

Quem quiser conhecer, basta juntar dez pessoas que eles fazem um tour pelo espaço.

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CES Alphaville. http://falphaville.agenciafrutifera.com.br/centros-de-sustentabilidade/ces/