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Eco Cooler

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Esses dias eu li sobre essa invenção tão simples, mas tão poderosa que resolvi compartilhar com meus brotos! =)

Estamos no inverno, porém em muitas regiões do Brasil, como no Nordeste não faz frio! Essa ideia surgiu em Bangladesh, onde engenheiros desenvolveram o Eco Cooler! Seu funcionamento é muito simples, já reparou quando você abre a boca e provoca bafo na mão o ar é quente, e quando assopra o ar é frio? Faça o teste!! Isso ocorre porque quando assopramos, deslocamos pequenas camadas de ar que estão junto à pele. Essa velocidade do sopro é alta, faz com que a pressão no local diminuia. Devido a essa baixa pressão, as moléculas presentes no ar são atraídas para essa zona de baixa pressão, como essas moléculas estão numa temperatura mais baixa que nosso corpo, dá essa sensação de resfriamento. O que acontece com o bafo é ao contrário.  ar-condicionado-sem-eletriciade-696x543

Figura 01 – Eco Cooler. Fonte: http://inhabitat.com/this-amazing-bangladeshi-air-cooler-is-made-from-plastic-bottles-and-uses-no-electricity/

Ok, teoria ensinada, vamos para a prática? Primeiramente, meça sua janela (largura x comprimento).  Por exemplo, temos uma janela de 787, 4mm por 939, 8mm, dividiremos por 127 mm (corpo da garrafa pet de 2 litros), teremos então 42 pontos, ou seja, teremos que separar 42 garrafas de plástico tipo PET.

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Figura 02 – Dimensões dos pontos aonde serão colocados as garrafas. Fonte: http://103.16.74.132/bytes/tech-happening/beating-the-summer-heat-bangladeshi-style-eco-cooler-1239022

Agora, faça os furos com diâmetro de 25,4 mm (ou 2,54 cm), em sequência, faremos os furos com ajuda de uma furadeira (não se  esqueça da segurança ein!) em um placa de madeira (pode ser madeirite).

Em seguida, cortaremos a garrafa PET ao meio como na figura a seguir.

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Figura 03 – Cortagem das garrafas PET. Fonte:  http://observers.france24.com/en/20160602-bangladesh-air-conditioner-plastic-bottles-technology

Depois corte o topo da tampa, isso vai ajudar a fixar a garrafa no painel de madeira. Agora coloque todas as garrafas no painel e rosque-as do outro lado do painel.

E tcharam!! Seu ar condicionado está pronto! Ele ajudará a diminuir 5oC (graus) do ambiente de casa.

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Figura 04 – Ar condicionado totalmente ecológico pronto! =D Fonte:  http://www.geek.com/science/eco-cooler-air-conditioner-cools-a-home-without-using-electricity-1657343/

Quer saber mais? Então veja o vídeo oficial do ECO COOLER!

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“Um bom arranjo físico é condição imprescindível para uma boa ergonomia”

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Fonte: saberemfoco.zip.net

Desde 1949, diversas pesquisas têm sido publicadas na área de ergonomia e as conclusões são unânimes sobre os benefícios do estudo dela em um ambiente de trabalho. Observa-se que é tendência mundial investimentos em equipamentos e máquinas mais ergonômicos e em ambientes com características adequadas e saudáveis. Um exemplo disso é a certificação WELL para edifícios, que foca principalmente em saúde e bem-estar dos ocupantes de prédios.

Apesar dos avanços consideráveis em empresas brasileiras, ainda há muito que se fazer como mostra o estudo a seguir. Em uma revista cientifica interdisciplinar publicada por alunos da graduação da USP, foi feita uma análise ergonômica em um posto de trabalho de confecção de roupas femininas em João Pessoa, no qual foi evidenciado cadeiras com altura irregular, sem espaçamento e conforto adequado, ventilação e iluminação deficiente. Com essa estrutura antiga e mal projetada, os resultados não poderiam ser diferentes, reclamações de dores lombares, desestímulo para trabalhar e improdutividade. É fácil imaginarmos no contexto atual no qual grandes marcas vendem seus produtos manufaturados de lugares apertados, sem boa ventilação e iluminação, e trabalho análogo à escravidão. Contudo, não precisa ir tão longe para exemplificar a falta de um bom arranjo físico. Em uma sala de aula, comumente, encontram-se cadeiras de madeiras duras, espaços apertados e sujos, calor excessivo e iluminação precária. Quem garante que os resultados das provas são somente atrelados à falta de um estudo eficiente?

Em um estudo independente realizado no ambiente de trabalho dos americanos em 2006 (GENSLER, 2006 apud HAMMED, A; AMJAD, S, 2009) com mais de 2.000 participantes de diferentes níveis representando 08 indústrias, mostrou que quase 90% dos entrevistados acreditam que um melhor projeto de layout do local de trabalho resultaria em uma melhor média de desempenho dos funcionários. Uma estimativa foi feito pelos executivos nessa entrevista, em que quase 22% de aumento na performance das empresas poderiam ser conseguidos se os escritórios fossem melhor projetados.

Há quem acredite que é preciso fazer grandes investimentos em ergonomia para melhorar a execução das atividades exercidas pelos operadores. Logicamente haverá custos na readaptação e troca de materiais, máquinas e equipamentos. Porém, ás vezes medidas pequenas são altamente eficazes como visto em um estudo de caso do setor automobilístico por alunos da PUC de Minas Gerais. Foram analisados todas as operações de demanda, recebimento e inspeção da matéria-prima, apoio logístico e processo de fabricação da travessa dianteira. Eles identificaram que o posicionamento do rack utilizado no processo solda era muito baixo, fazendo com que o operador tivesse que agachar para posicionar a peça, excesso de deslocamento realizado na mesma operação (perda de tempo no processo) e o transporte das peças do setor de controle de qualidade para a pintura, realizado por esforço humano (fadiga excessiva ao operador). Como medidas corretivas foram sugeridas: desenvolver um carrinho com altura adequada para as atividades e que se aproxime mais da célula de produção, reduzindo distâncias no processo e também um triciclo para movimentação de cargas, que já é realizado em outras operações na empresa.

Em outro estudo que teve como objetivo determinar um layout que aumentasse a produtividade do processo de uma indústria de imóveis no Paraná e que os funcionários executassem o trabalho de forma correta. Diante dos resultados obtidos, foi proposto um layout celular, por causa da flexibilidade desse tipo de arranjo físico, foi sugerido redimensionamento de bancadas de trabalho, e por fim sugeriu-se rodízio entre funcionários nas células. Apesar de o rodízio diminuir a especialização da atividade, ele é viável e garante menos esforço repetitivo (LONGO, M. T; SCHEIDT, L. T; SOARES, K. A; SANTOS, V. C, 2015).

Se o objetivo do arranjo físico é distribuir espacialmente os elementos que compõem o sistema homem e máquina e o da ergonomia é estudar a relação do homem, seus meios e espaços de trabalho. Pode-se afirmar que eles estão intimamente ligados e quando se faz um arranjo físico visando o bem-estar do trabalhador, certamente haverá um enorme ganho na produtividade, porque, afinal este é o grande norteador usado para convencer qualquer empresário a investir-se em um bom ambiente de trabalho. Além da produtividade, notam-se ganhos na qualidade de vida dos funcionários, redução de absenteísmo, redução de acidentes de trabalho, diminuição de fadiga, melhoria na qualidade do produto e no tempo gasto com produção.

Porém, parece-me que está surgindo um efeito placebo nos ambientes de trabalho, do que adianta fazer a animada ginástica laboral como medida ergonômica e voltar depois para o mesmo lugar que adoece? Do que adianta o médico dar um analgésico sendo que o efeito de relaxamento só vai durar um pequeno período? O trabalhador tem que vestir o equipamento e não ao contrário, temos que analisar cada caso, pois as pessoas não são iguais, e além de tudo, são seres humanos que merecem trabalhar em um ambiente sadio.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Garbie, I. H. An Experimental Study on Assembly Workstation Considering Ergonomically Issues. 41st International Conference on Computers & Industrial Engineering.  Department of Mechanical and Industrial Engineering, Sultan Qaboos University. Oman.

Longo, M. T; Scheidt, K. A; Rodrigues, G. T; Santos, V. C. Layout e ergonomia: um estudo de caso em uma indústria de móveis no norte do Paraná. In: XXXV ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO. 2015. Ponta Grossa, Paraná. Anais. Paraná.

Ribeiro, N. B. N; Saint-Tves, J. E. A; Guimaraes, W. A. B; Souza, A. J. D. Ergonomia e Análise de Métodos e Processor: Estudo de Caso em uma Empresa do Setor Automobilístico. In: XXXV ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO. 2015. Fortaleza. Anais. Fortaleza.

Silva, J. P. S; Lacombe, J. A; Tavares, E. M; Varela, A. M; Léllis, J. A. A Ergonomia como um Fator Determinante no Bom Andamento da Produção: um Estudo de Caso.  Revista Anagrama: Revista Científica Interdisciplinar da Graduação. USP – São Paulo.