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Conhecendo o aquário de SP

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E aí meus brotos?

Fiz uma visita ao aquário de São Paulo em novembro, no bairro Ipiranga. Para quem não sabe, esse aquário (que mais parece um zoológico rs) é o maior da América Latina, totalizando uma área de 9 mil m² com 300 espécies diferentes de animais. Vou destacar os principais pontos positivos e negativos que vi lá na minha andança com comentários e fotos. Quero ressaltar que há diversos argumentos contra e a favor sobre a permanência de animais silvestres em jardim zoológico e aquário (eu respeito ambos), porém o intuito aqui é somente contar como foi minha experiência.   Essa história de zoológico não é nova, começou há mais de 5.000 anos atrás no Egito Antigo, no qual o objetivo principal era a diversão. Nos dias de hoje, além do entretenimento, alguns deles promovem educação, conservação e pesquisa.

Eu fui no dia pré feriado de finados (será que estava lotado?) e esse peixe de formato peculiar foi o primeiro que encontrei.

É encontrado na América Central, chamado Ciclídeo Midas.

Olha quem eu encontrei. Peraí, qual é o mesmo nome dela mesmo? Haha. A espécie é Cirugião-patela, que ficou mundialmente conhecida como a personagem Dóris, do desenho animado Procurando Nemo.

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O simpático (e deprimido?) Tamanduá-mirim entretendo com uma criança

Vamos lá. Primeiro vamos aos pontos positivos…

Achei fácil comprar os ingressos pela internet de acordo com o horário de preferência, apesar de o preço ser um pouco salgado (R$ 80,00 adulto) eu entendo que não seja barato manter um aquário (água, energia, alimentação, funcionários, etc..). Havia também diversos pontos para alimentação (rápida e demorada) espalhados pelo local. Outra coisa que se destacou foram as salas temáticas, muito bem estudadas e a criatividade tomou conta do espaço com até uma sala de embarque de um aeroporto fictício (confira fotos embaixo). O sistema de iluminação foi notável, com luzes de luz negra para destacar os peixes de cores vibrantes. As mulheres vão gostar de saber dessa, os banheiros são limpos e com várias portas.

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Sala temática imitando saguão de aeroporto. Há uma placa com os destinos que depois somos direcionados aos países ou continentes. Desculpem a minha máquina, mas aquela sombra branca seria uma atendente rs.

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Welcome to Australia! (bem-vindo à Austrália). Aqui é a entrada da ala de animais australianos.

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Achei interessante e realmente impactante o que eles fizeram bem na entrada. Tinha uma placa escrita: Conheça o maior predador do planeta, nessa hora pensei: Tubarões né! Que nada, era nossa imagem que refletia!

Realmente como não temos consciência nenhuma de nossos atos!

A grande atração do parque, sem dúvida era os famosos ursos polares Aurora e Peregrino vivendo em um espaço de 1.500 m² que pessoalmente achei pequeno, mas (pasme!) que li na instrução normativa Ibama 169, de 2008 que para essa espécie de urso (Ursus Maritimus) considera 300m² para casal.

Mas, vamos aos pontos negativos..

Eu vi tanta gente socando o vidro que separa os animais, me parecia que as pessoas estavam mais preocupadas com seus selfies do que admirar os animais de fato. Não encontrei funcionários para chamar a atenção! Um erro grande foi a falta de algumas placas de identificação dos animais. Principalmente na primeira parte, muitos peixes estavam sem nome! Eles utilizam vídeo na forma de slides como forma de identificação. Pessoalmente, prefiro as de placas coladas na parede, por que além de não ficar esperando sua espécie de interesse passar na tela, elas são mais confiáveis (e se o computador falhar?) e não consomem energia.

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Tela de identificação das espécies em manutenção

Outro ponto falho foram as lixeiras, foi difícil encontrar na parte mais antiga do aquário. Quando as encontrei, sinceramente não estavam devidamente identificadas (que mais parecia um objeto de decoração haha). Eu vi no site que eles têm um programa de gestão ambiental chamado Recicla Aquário, no qual realizam coleta seletiva no aquário e descarte correto dos seus resíduos. Contudo, se não me engano só vi no começo do estabelecimento e não em todo o aquário. Estranho, pois no site diz que há coleta seletiva em toda a área de visitação.

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Essa é a lixeira que eu encontrei lá (será que eles se inspiraram em um submarino?)

Como sou detalhista, acabei notando alguns errinhos de inglês. Ok, eles não eram gritantes! Mas eu mesma vi turistas asiáticos no dia que fui, e esse tipo de lugar é típico para estrangeiros né pessoal!

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Aparecem na tradução erro de ortografia (o certo é scale) e soa melhor escrevendo “The same teeth structure”. Ao traduzir usando tradutores fica muito ao pé da letra, e ás vezes o inglês não funciona desse jeito.

Isso aí, não só podemos somente criticar, temos que agir! Por isso, eu escrevi um e-mail para eles, e aguardo respostas! ^~^ Até mais!

 

Obs.: Todas fotos são de acervo próprio.

Nota:

A equipe do aquário me retornou o contato. Olha aí a resposta.

Obrigada por sua visita e por suas considerações. Nossos Educadores ambientais são instruídos a orientar os visitantes que não batam nos vidros e que não tirem fotos com flash, talvez devido ao grande volume de público eles não tenham conseguido atender a todos. 

Quanto as placas estamos em um processo de reformulação das informações de vários animais. Espero que em sua próxima visita tais pontos negativos tenham sido sanados, assim como os demais que você salientou. 

Atenciosamente

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